Iniciando uma ilusão.

História sem nome. Semi-pronta. Iniciando, agora:

Prólogo

A nossa história começou enquanto a Terra era formada, éramos apenas um no início, mas um dia fomos separados para podermos cumprir nossas missões… Cada um foi para um lado do mundo, eu vivi primeiramente na América do Sul, ele na Europa… Depois renasci na Ásia e ele na América do Norte, assim durante séculos nós renascemos em lugares diferentes e distantes e nossas missões não se cruzaram, nós apenas sentíamos que nos faltava algo, que uma parte de nós estava distante.

Ainda me lembro da primeira vez em que nossas missões se cruzaram… Ele era Senemut, o Pajem da Mulher e Deus, essa era eu, Hatchepsut, filha do faraó Tutmés I e de sua esposa Ahmose da XVIII Dinastia egípcia, ele me ensinou e cuidou de mim até que meu pai morreu e eu me casei com meu meio-irmão Tutmés II, eu era jovem ainda, tinha mais ou menos uns 12 anos.

No dia de meu casamento eu senti falta dele, pois eu tinha que me portar como rainha e não podíamos conversar como costumávamos fazer durante horas e horas, eu me sentia sozinha quando Senemut não estava por perto, e de algum modo me sentia eternamente ligada a ele, mas houve um pequeno momento em que conseguimos nos falar. Ele vestia uma indumentária cerimonial branca com detalhes dourados, tinha em sua cabeça uma peruca muito bela, que era típica de cerimônias, negra, feita de cabelos virgens e sem pragas. Eu estava usando um vestido luxuoso, longo, branco com fios de ouro, com um tecido dourado em torno de minha cintura e usava uma coroa de ouro que circulava minha cabeça, ela era formada por vários fios, e na ponta de cada um deles estavam estrelas esculpidas em safiras. Conversamos um pouco, sobre os deveres de uma mulher, como meu Pajem ele deveria me instruir de todos os modos, eu entendi o que ele queria me dizer rapidamente, minha mãe já havia me dito minutos antes… Foi algo rápido, mas sutil e incrivelmente mágico.

Depois de 3 anos como faraó meu irmão e esposo Tutmés II morreu. Não tive nenhum filho homem, a única filha que tive com Tutmés foi Neferuré, assim antes de morrer ele nomeou seu filho Tutmés III como herdeiro, este era filho de Tutmés II com Iset, uma concubina. Como Tutmés III era muito jovem eu fui a tutora de seu reinado, mas não por muito tempo.

No segundo ano de minha regência decidi alterar o meu estatuto (de “Grande Esposa Real” de Tutmés II) fazendo-me coroar como farani, recebendo o apoio de altos funcionários, como o intendente-geral, arquiteto e meu ex-pajem Senemut, o vizir Ahmés, o escriba real Senemiah e sumo sacerdote de Amon Hapuseneb. Assumi todos os atributos e prerrogativas dos faraós, como o uso da barba postiça e de uma titulatura. Recorri ao seguinte relato para me tornar farani: minha mãe, Ahmose, encontrava-se no palácio real. O deus Amon-Rá observou-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide-se que chegou a hora de gerar um novo faraó. O deus tomou a aparência de meu pai, Tutmés I, encontrando minha mãe no quarto, adormecida. Ela acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, minha mãe caiu aos prantos de emoção pela grandiosidade do Deus. Eles unem-se sexualmente e depois a informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

No dia 8 de Outubro de 1477 a.C. eu estava me preparando para a cerimônia na qual eu me tornaria farani enquanto Senemut dirigia-se aos meus aposentos, com um traje parecido com o que ele usou no meu casamento, uma saia branca mas agora não com detalhes dourados, tinha um cinto de ouro preso à sua cintura, desta vez ele estava sem peruca, usava apenas um tipo de turbante branco com um broche de ouro. Eu usava um vestido mais curto que da última vez, porém muito mais adornado, ele tinha fios de ouro e prata, usava um cinto de ouro adornado com safiras, minha coroa não era a mesma, passei a usar a coroa de faraó, que era na verdade um longo turbante branco e dourado com algumas pedras preciosas em sua extensão, e usava a dita barba falsa, que não passava de um adorno de pano branco com uma ponta de ouro que os faraós usavam no queixo.

Ele entrou nos meus aposentos pouco depois de eu terminar de me arrumar.

Surpresa ao vê-lo exclamei seu nome para ter certeza.

– Senemut?!

Senemut olhou-a fixamente durante alguns segundos, contemplando-a com os olhos.

– Hoje você se tornará a nossa farani Hat.

No mesmo momento pensei: Hat?, não me chama assim há anos, é como ele me chamava quando era meu pajem, mas por que ele voltou a me chamar assim?

E é um grande passo, não é Nemut?

Senemut fitou-me dos pés à cabeça.

– Sim é…

– Está feliz por mim?

– Muito você finalmente tomou o lugar que era seu por direito.

Dei-lhe um largo sorriso.

– Espero contar com você Nemut, como meu vizir real.

– Estarei ao seu lado minha senhora.

Senemut voltou a me fitar completamente e um súbito silêncio tomou conta da atmosfera.

– Está se tornando uma bela mulher Hat.

Eu o olhei assustada ao mesmo tempo em que contemplei suas palavras, foi aí que eu me dei conta que estava fazendo 17 anos no mesmo dia em que tornaria oficialmente farani, o 5º faraó da XVIII Dinastia que na verdade era uma farani. O medo tomou conta de mim.

– Nemut, o que eu farei? , eu não sei governar, como serei farani?

– Não fiques com medo Hat, te conheço desde que és uma criança, conheço sua força e determinação, e sei que serás uma ótima farani… Você fará história, acredite!

As lágrimas correram em meu rosto, mas não por estar assustada, naquele momento eu chorava por que eu descobri que o amava, e me veio à cabeça o que eu faria, eu desejava que aquele homem fosse apenas meu, desejava que ele também me amasse e ansiava pelo momento no qual ele me tomaria em seus braços.

Senemut abraçou-me e me afagou os cabelos de modo carinhoso.

– Não chores Hat, eu estarei sempre aqui com você.

Eu, antes com a cabeça abaixada, aos poucos a levantei e fitei ternamente os olhos cor-de-mel de Senemut.

– Prometes?

– Sempre.

Senemut olhou profundamente nos meus olhos castanhos e houve um silêncio. Ele aproximou-se de meu rosto e beijou-me de uma forma amorosa.

Eu me lembro que me assustei com a atitude dele, mas ao mesmo tempo eu o admirei por ter a coragem de fazê-lo, e após nos beijarmos de uma forma a qual eu nunca havia experimentado seguimos para a cerimônia, não juntos, a partir daquele momento nos tornamos eternos amantes e juramos que nunca nos separaríamos, mesmo depois da morte.

Cada dia de minha vida eu passei como a gloriosa farani Hatchepsut, um período de paz. Eu e Senemut trabalhávamos juntos durante o dia e dormíamos juntos durante a noite.

Morri com 37 anos e fui enterrada próxima a um templo construído por Senemut. Após 3 anos ele morreu e foi enterrado próximo ao meu túmulo. Tutmés III subiu ao trono.

No século IV d.C. reencarnamos como irmãos, éramos Morgana e Artur no período medieval… Séculos depois vivemos nosso amor novamente na China, durante a dinastia Ming. Durante séculos fomos renascendo e revivendo nosso amor, no Japão, na Índia, na África, Austrália, Suíça, França, Inglaterra, Grécia, Espanha, Portugal e finalmente no Brasil.

Dados:

  • O casamento entre irmãos ou meio-irmãos era comum no Antigo Egito entre membros da família real.
  • O piolho era uma praga no Antigo Egito, por isso as pessoas normalmente raspavam a cabeça e usavam peruca, de cabelos naturais ou de fios de linho.
  • Farani é o feminino de faraó
  • Hatchepsut existiu, como dito no texto ela foi farani da XVIII Dinastia do Egito Antigo.
  • Senemut foi realmente seu pajem e vizir real.
  • O fato de eles serem amantes é uma especulação, não é provado, apenas existem algumas coisas que levam a crer que foram.
  • Fonte: Winkipédia.
  • Sobre Hatchepsut
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~ por Bu. -L' illusioniste em quarta-feira; 13-fevereiro-2008.

2 Respostas to “Iniciando uma ilusão.”

  1. Téééhh, já ke pidisti,vow faze 1 coment pra 1ª parte du texto ‘-‘,ou pra ti, sorega dosta .-.
    Beim. primera veis ke tw lendo 1 texto da lobenha, i axey mtu bom ‘-‘, iscreveu beimm *-* ii.. a sei lá, boua sórti iscrevendo + textos bons i talz ‘-‘, tow com sonuh i nom tnhu + ideas.
    Bjus Téh ;* <3

  2. sim,quem escreveu este texto tem razao estou muito curioso em saber quem escreveu esta historia pois ela esta realmente reencarnada no brasil e muito proxima de mim ela soube disso quando ainda era criança em uma reuniao mediunica e ao longo de sua vida vieram muitas confirmaçoes em sonhos e ate mesmo no estudo de sua cabala sem que nada fosse dito foi tudo confirmado.gostaria de saber como voce soube disso nao foi simplesmente uma ficçao.se foi ou nao me envie uma resposta por favor.

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