Tortura-Entrelinhas

No dia seguinte Bianca levantou cedo, antes de todos, tomou seu café com leite, como usualmente fazia, e sentou-se no computador.
“Métodos de Tortura” – lia-se na tela.
Lia vagarosamente os artigos até que ouviu passos vindos de cima e decidiu fechar.
“Amy Brown Fantasy Art®” – lia-se na tela
– Lindas figuras Bi, tu encontrou elas?
– É um site, tem alguns anos que eu sempre olho pra ver se tem novidades.
– Hum… Você acordou bem cedo né?
– Sim, deve ser o fuso horário…
Ele riu, pela lógica dela deveria ter acordado mais tarde e não mais cedo.
– Claro… O fuso… Bem, estou com fome.
Ignorou o fato e dirigiu-se à cozinha para tomar seu café.
– Esperai, vou te acompanhar. Estou faminta de novo!
Antes de se levantar limpou o histórico, os cookies e os arquivos temporários para que ninguém soubesse o que ela acessou.
– Amanhã eu vou visitar uns amigos por aqui está bem?
– Amigos é?
– Sim, amigos. Antigos namorados, as namoradas deles e amigos…
– Ah claro… Você vai passar a tarde toda fora?
– Não. Vou pela manhã visitar uns, volto pra almoçar, tomar um sorvete contigo e depois vou visitar outros, sem você. – com uma cara de “obvio.”
– Nem se preocupe, eu não pretendia segurar vela de seus amiguinhos não…
Bianca dá uma grande gargalhada.
– Vela? Ai meu deus, você é impagável Bru!
– Bom Bi, eu tenho que fazer algumas coisas agora de manhã mas quando eu voltar nós vemos o que faremos hoje.
– Claro! – sorri.
Ele sai devagar se despedindo de alguns amigos que moravam com ele. Bianca sabia bem o que iria fazer na ausência do irmão, planejar. E foi o que fez, planejou cada detalhe e descobriu todos os horários de sua vítima, esta não tinha escapatória. Ela só não sabia que seu irmão tinha planos para a sexta-feira, e nestes Stefani estava inclusa.
Bruno chegou de volta para casa um pouco antes do almoço, como moravam apenas homens naquela casa cada um deles tinha uma especialidade, neste dia era a vez de Roberto que fez sua famosa lasanha de atum. Após deliciarem-se com a lasanha, Bianca e Bruno foram ao cinema com alguns amigos e depois passaram numa lojinha, que vendia deliciosos chocolates caseiros, para comprar algumas balas e muitas barras de chocolate.
Era noite agora, Bianca não parava de pensar no dia seguinte, Bruno estava ansioso pela sexta-feira e Stefani mal sabia o que a aguardava. Após comer muito chocolate, brincar, colocar os assuntos em dia – apesar de não terem mais assuntos novos para falar – e assistir filmes alugados, foram dormir. No dia seguinte Bianca acordou cedo novamente, fez uma lista mentalmente do que precisava – ela era boa nisso -, fez seu café e saiu. Telefonou para Stefani e pediu que se encontrassem.
– Há esta hora Bianca?
– Sim, agora, por favor, não tenho muito tempo! – ela forjou desespero.
– Está bem, onde nos encontramos?
– No cais do porto, preciso falar com você pessoalmente, é urgente! Estarei te esperando lá! – novamente seu desespero forjado passou desapercebido.
– Estarei lá em 20min.
– Certo, obrigada.
Desligam. Bianca começa a se dirigir para o cais, tramara desde o primeiro momento em que passaram por aquele galpão abandonado longe da cidade e perto do cais, seria lá o cativeiro de Stefani.
Em 20 minutos Stefani estava no cais e avistou uma figura sombria se aproximando.
– Vem comigo, rápido, fui seguida.
Não hesitou em acompanhar a sinistra irmã de Bruno.
– Aonde vamos?
– A qualquer lugar, precisamos despistar aquela que me segue.
– Mas não há ninguém nos seguindo. – diz Stefani olhando para traz.
– Não? Que bom, conseguimos! – Novamente ela conseguira enganar a garota.
– Onde estamos?
– Num galpão… Está escuro aq… Ah! – Stefani observa um homem vir por traz e fazer Bianca desmaiar e em seguida vir em sua direção. Não viu mais nada.
Ele amarrou Stefani e acordou Bianca.
– Desculpe, tinha que parecer real…
– Não se preocupe, somos cúmplices nisso, o que quer que aconteça será conjunto. – ele acenou com a cabeça.
Tirou lentamente de sua bolsa equipamentos de cozinha, ela não ia usar ferramentas profissionais, ia improvisar.
– Trouxe o que te pedi, Roberto?
– Sim. Demorei para encontrar, mas depois de procurar bem nas coisas de meu pai achei seu antigo instrumento de tortura.
Ele a entregou a ferramenta que parecia um alicate, era utilizada para arrancar as unhas das pessoas.
– Vamos começar… Acorde-a!
– Com todo prazer!
Ele estapeia o rosto da garota, que está amarrada em uma cadeira e amordaçada, sem sucesso pega um vidro de perfume e põe embaixo de suas narinas. Ela acorda assustada. Duas figuras de máscara e capuz negro estavam na sua frente e uma figura amarrada ao longe parecia Bianca.
Eles eram espertos, o lugar era escuro mesmo de dia e uma boneca feita de pano do tamanho certo poderia facilmente se passar por Bianca amarrada e os modificadores de voz caíram como uma luva!
– Olá pequena. – disse Bianca, que agora tinha uma voz semelhante à de uma cabra e atendia por Alpha.
– Como está, te machuquei? – disse Roberto tirando as mordaças da garota, com voz semelhante à de um boi e atendia por Betha.
– Que… Quem são vocês? – perguntou Stefani gaguejante.
– Somos seu pior pesadelo.
A frase conjunta fez a garota se assustar, mas não mais que os risos sinistros que tomaram conta do ambiente.
– Agora você vai pagar por seus pecados. Somos Juízes e você não foi uma menina muito boa. – uma pequena risada cínica escapou de Bianca enquanto falava.
– Chega de papo, hora de executar a sentença.
– Esperem! Juízes? Sentença? O que está acontecendo? Onde está Bianca? – o grito desesperado de Stefani surpreendeu-os.
– Não querida, quem faz as perguntas aqui somos nós. – a voz era seca, assustadora.
– Onde está Bianca? O Que vocês fizeram com ela? – insistiu – RESPONDE!!! AND…… AH!
Fora interrompida por um soco vindo de Roberto.
– Chega desse escândalo garota mimada! Sua amiga está amarrada do outro lado do galpão, no momento queremos você, ela vai ficar desacordada até decidirmos o que faremos… Enfim, hora de começar o julgamento pré-sentenciado…
– Do que estou sendo acusada?
– Não interessa. O que diz em sua defesa?
– Eu não… – ela começa a chorar e grita – EU NÃO FIZ NADA! SOU INOCENTE!
– Inocente… Hum… Aí está uma palavra que eu não esperava ouvir dessa sua boca suja.
– Vamos acabar logo com isso Alpha.
– Como quiser Betha… Quer iniciar a sentença?
– Claro!
– EU SOU INO… – uma mão veio em sua direção, juntamente com um grito.
– CALE-SE! CANSEI DISSO! FIQUE QUIETA E ACEITE SEU DESTINO!
– Do que você está falando seu maluco?
– Estou falando disto… – ela ignora a palavra no masculino e mostra o instrumento de tortura.
– A propósito, sua sentença é tortura, até estarmos satisfeitos.
– Pode começar a chorar menina, mas cuidado para não nos irritar com isso.
Eles começaram o processo com a parte menos dolorosa: espancaram-na até ela implorar por clemência, e isso não demorou muito.
– Por favor… AHH… Pá… AHHH… PAREM…AHHHHH…POR FAVOR….
Stefani ainda estava amarrada, agora tinha a boca ensangüentada e o rosto estava inchado de tantas pancadas que havia recebido.
– Está bem, vamos dar um tempo de descanso para você, o suficiente para decidir qual a primeira forma de tortura que utilizaremos.
– O que faremos com ela agora Alpha?
– Que tal começar com algo simples?
– Humm… Que tal aquela dos seios?
– Ótima idéia Betha! Vou trazer as pedras, tire a roupa dela e faça o que quiser enquanto busco, mas esteja pronto quando eu voltar.
– Não se preocupe, ela não faz meu tipo.
– Cuidado ao retirar as cordas, ela é ardilosa.
– Tomarei todos os cuidados possíveis.
Ela saiu para o lado escuro do galpão e ele ficou, desamarrou-a e usou uma faca para rasgar toda sua roupa. Quando Bianca voltou observou uma cena que não a agradou, Stefani estava nua, sangrando com pequenos cortes e se arrastando, e Roberto acabara de receber uma facada na perna.
– VADIA! – veio a voz dele correndo em direção a garota, agarrando-a e amarrando-a novamente.
– Eu disse para ter cuidado. Que idéia boba, deixa-la solta com uma faca por perto.
– Desculpe, fiz errado, mas não pude resistir.
– Não o condeno, mais cuidado da próxima vez.
Atrás dela tinha uma grande pedra partida no meio, uma parte estava numa base móvel e a outra suspensa por um tipo de guindaste que era apoiado na base móvel.
– Imobilize-a Betha.
Ela foi se aproximando com as pedras até que parou na frente de Stefani.
 
 
 
Preguiça de terminar de escrever… então vou postar essa parte, depoiis que eu terminar eu posto o resto…
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~ por Bu. -L' illusioniste em sábado; 23-fevereiro-2008.

6 Respostas to “Tortura-Entrelinhas”

  1. o.O
    etah caralho…. to gostando disso n ‘-‘
    ta certo q ela ate merece um castigo… mas ai ja ta demais ‘-‘
    po maninha!!! ja q a historia me envolve (literalmente e figural tb)
    posso ao menos dizr q isso n ‘-‘
    e meus planos pra sexta feira?? xD

  2. Caramba, eu nem lembrava de ter escrito isso!

    O.O

  3. mas sim???
    e meus planos pra sexta feira com a ste???
    onde eu fico nessa historia? shaushauhs

  4. caraiooooooooo
    mulher do maaaaaaaaaaaalllllllllllllllll
    esther nunca pensei q vc fosse capaz de pensar essas coisas maléfico-masoquistas!
    adoro sua narração mas toma cuidado com uma coisa :
    “Bianca sabia bem o que iria fazer na ausência do irmão, planejar. ”
    essa vírgula antes do planejar deveria ser dois pontos “:”,ok?
    to com medo esther!!!!!!!!

  5. Jão: E eu que sei??? u.u

    Theo: erro de digitação, provavelmente seria algo como “irmão, planejara o que fazer”, tipo assim, entende?

  6. ¬¬’
    mas sim… não vai continuar a história não??
    to querendo saber o resto…. e essa sexta que não chega?!?
    hsauhsauhs

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